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3/05/19 às 21h12 - Atualizado em 7/05/19 às 18h38

CEMTN discute obra icônica de Renato Russo

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Aldenora Moraes, Ascom/SEEDF

 

A emoção inundou o Auditório Wilson de Souza Filho, do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN), nesta tarde (03/05). Mesmo na área externa era possível ouvir os acordes inconfundíveis da canção Tempo Perdido, da banda Legião Urbana.

 

Foto: Luis Tavares, Ascom/SEEDF

Em frente ao palco, onde se apresentava a banda Outrora, composta por estudantes do CEMTN, duas convidadas atiçavam a curiosidade dos presentes. Para celebrar os 52 anos da unidade escolar e promover um bate-papo especial, a equipe gestora convidou Carminha Manfredini, mãe de Renato Russo e irmã do músico, Carmem Tereza.

 

O evento fez parte de uma série de bate-papos que debatem temas contemplados pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS). A canção Geração Coca-Cola será abordada pelo Subprograma 2017-2019.

 

O diálogo foi conduzido de maneira lúdica para que os estudantes e professores participassem livremente. Os pontos abordados destacaram desde a canção, que é objeto do PAS, às reminiscências da infância entre os irmãos e à questão política atual.

O trovador solitário

Há 23 anos, o rock brasileiro perdia Renato Russo ou Júnior, como foi carinhosamente chamado por Carminha Manfredini, ao longo do evento. O vocalista e compositor era um prodígio, desde a infância, recordou a mãe. “Aos dois anos, sentava-se quietinho para ouvir música na vitrola e depois organizava cada disco em sua capa.” O cantor, que adotou o sobrenome artístico Russo em referência à Bertrand Russell e Jean-Jacques Rousseau, “adorava estudar e era notívago. Às vezes me acordava de madrugada para mostrar uma composição”, rememorou a mãe.

 

Foto: Luis Tavares, Ascom/SEEDF

Para o professor Paulo Kauim, do Centro Educacional 02 de Taguatinga, o legado de Renato Russo ultrapassa o de mero ídolo do rock. “Sua obra é atemporal e despertou um movimento estético e político. Ele é um poeta com ideias muito sofisticadas, que ainda seguirá iluminando várias gerações”, enfatizou.

 

Um dos mais animados desta tarde, o estudante Vítor Mateus, cuja canção favorita é Monte Castelo, ressaltou que sua geração conhece a obra de Russo e a admira. Mateus e sua banda tocaram sucessos como Quase sem Querer, Monte Castelo, Ainda é Cedo, além de Tempo Perdido, acompanhados pela vocalista Lene Matos e  por uma plateia jovem, que conhecia todas as músicas. “É uma honra e muito emocionante tocar para a família do líder da Legião Urbana. Oportunidades como essa são imperdíveis”, vibrou.

 

Carmem Teresa contou ao público algumas peculiaridades do cotidiano do irmão e ressaltou a importância da cultura e do pensamento crítico, verdadeiro legado do trovador solitário.

 

Para o coordenador pedagógico Marcone Scarinci, que fez a mediação do bate-papo, a obra de Renato Russo permanece atual porque foi pautada pela política e pelo amor. O professor de sociologia, José Fernandes, complementou: “Sua obra é marcante na cena do rock nacional, por isso repercute até hoje, principalmente no cenário político”, enfatizou o professor.

Memória afetiva

Foto: Luis Tavares, Ascom/SEEDF

Segundo Ariston Lima, vocalista da Banda BSB, nos anos 1980, a Legião Urbana faz parte de sua memória afetiva. “Sou de uma geração que aprendeu com Renato a questionar o que acontecia no cenário nacional. Lembro-me do Teatro Rolla Pedra, em Taguatinga , que agitou a vida cultural brasiliense. Versos como “Somos tão Jovens” foram cantados pela minha geração e, agora, são entoados por meus filhos. A música de Renato Russo é de uma atualidade quase sobrenatural”, finaliza o músico.

Aniversário do CEMTN

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