Governo do Distrito Federal
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26/06/20 às 20h46 - Atualizado em 9/07/20 às 12h34

Circular nº 169/2020 – SEE/SUBEB

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Orientações para o período de ampliação do acolhimento a estudantes e profissionais da educação

 

O atual contexto de pandemia nos coloca diante de muitos desafios que se diversificam de acordo com os múltiplos cenários. No âmbito educacional, somos provocados(as) a ressignificar o processo educativo. Diante disso, adotaremos 4 frentes principais de ação que devem nortear o desenvolvimento de atividades durante as duas próximas semanas de ampliação do acolhimento a estudantes e profissionais da educação.

 

Conheça a íntegra das 4 frentes

 

Acolhimento e ambientação

 

O acolhimento e a ambientação terão início em 29 de junho (sob orientação desta portaria) e deve estender-se pelo tempo necessário para que seus objetivos sejam alcançados. Nas estratégias de acolhimento e ambientação, é sugerido que seja realizado o levantamento e, quando possível, a escuta ativa dos estudantes, em relação às suas dificuldades de acesso, aos impactos emocionais e ao desenvolvimento de estratégias que estimulem a autonomia dos estudantes.

 

Lembramos que, como parte das ações preparatórias para o retorno não presencial das aulas, previsto para o dia 13 de julho, a Subsecretaria de Educação Básica elaborou o Guia de Acolhimento à Comunidade Escolar que traz diversas sugestões de como realizar atividades voltadas para profissionais, estudantes e famílias, bem como reflexões pertinentes à questão do acolhimento neste momento de exceção. Temáticas que devem ser consideradas durante o acolhimento de toda a comunidade escolar.

 

Dentro do contexto de acolhimento é essencial compreender que acolher significa desenvolver ações pedagógicas com a intencionalidade de desenvolver e fortalecer o sentimento de pertencimento e engajamento com o processo de escolarização.

 

Deste modo, recomenda-se a realização de rodas de conversa virtuais, entrega de materiais impressos, proposição de atividades, comunicação em redes sociais, que estimulem os sujeitos da escola a elaborarem as emoções e tensionamentos que podem impactar na vivência do retorno às atividades escolares, assim como na significação do tempo de isolamento no projeto e desenho de vida, promovendo condição favorável para uma aprendizagem e desenvolvimento socioemocional;  prosseguir no processo de ações formativas para que os profissionais da educação sintam-se mais seguros quanto ao uso dos recursos tecnológicos, favorecendo o processo de transição e ressignificação de seus conceitos de vida, cultura da cooperação para construção coletiva desse novo momento na educação; destaca-se a relevância de também envolver as famílias nesse processo.

 

É oportuno que sejam veiculadas informações, conhecimentos e instrumentos de estímulo à aprendizagem e desenvolvimento de organização para os estudos, de agilidade emocional e resiliência. Ressalta-se que esses conteúdos estão alinhados com as competências gerais da Base Comum Curricular-BNCC

 

Avaliação diagnóstica

 

A identificação e a avaliação dos pontos de fragilidade e das lacunas nas aprendizagens dos estudantes nos anos anteriores devem pautar o direcionamento da atividade pedagógica, permitindo a adoção de estratégias de resgate de aprendizagem e o desenvolvimento de potencialidades detectadas.

 

A avaliação diagnóstica tem por objetivo identificar os saberes trazidos pelos estudantes e/ou fragilidades/necessidades que precisam ser sanadas ou supridas. Por isso, os instrumentos e procedimentos utilizados na educação mediada por tecnologias não podem se distanciar desse contexto. Ela servirá para mapear uma situação ou várias, com isso entrará em cena a avaliação formativa, ou seja, as intervenções que servirão para garantir as aprendizagens na perspectiva da educação mediada por tecnologias.

 

A avaliação diagnóstica, conforme previsto no Currículo em Movimento, poderá ser realizada por meio das experiências já realizadas pelos professores a partir das atividades de 2019. Assim, os registros realizados permitirão acompanhar, intervir e promover oportunidades de aprendizagem a cada estudante sem perder a totalidade. Nesse sentido, os registros realizados pelos profissionais do SOE, do SEAA, da Sala de Recursos, da Coordenação Pedagógica e professores serão imprescindíveis para que seja realizado um planejamento que contribua de maneira efetiva no processo de construção das aprendizagens.

 

Espera-se que a avaliação diagnóstica seja utilizada buscando cumprir sua função formativa, assim, por sua vez, servirá para auxiliar e fortalecer processos e procedimentos da avaliação, especialmente, quando ocorre para identificar e analisar as aprendizagens existentes ou a falta delas. No contexto do planejamento da educação mediada por tecnologias, tal diagnóstico contribuirá, também, na percepção dos estudantes a respeito das possibilidades de atuação frente às possibilidades tecnológicas, bem como suas limitações, permitindo que o planejamento seja o mais próximo do contexto socioeconômico e cultural dos estudantes.

 

Revisão dos conteúdos e objetivos de aprendizagem

 

Como no item anterior, trata-se de estabelecer conexões entre as aprendizagens anteriores e o novo momento de retomada das atividades pedagógicas. Essa iniciativa se justifica, principalmente, em função do reduzido número de aulas presenciais que os estudantes tiveram antes da quarentena.

 

Uma vez detectados os pontos de dificuldade e as lacunas dos estudantes, esses deverão ser orientados a desenvolver tarefas na plataforma voltadas à recuperação desses tópicos.

 

Para os estudantes em processo de alfabetização orienta-se uma articulação e comunicação próxima às famílias. É de fundamental importância nesta fase em que as crianças estão descobrindo a leitura e a escrita que a parceria esteja fortalecida. As atividades usadas no início da alfabetização precisam ser de fácil entendimento para que a família possa auxiliar a criança no momento que estão realizando as tarefas. A rotina e um espaço para o estudo serão fundamentais para que o estudante se familiarize na plataforma ou nos estudos em casa com as atividades impressas, se for o caso.

 

Destacamos a necessidade das unidades escolares realizarem essas revisões como estratégia de evitar que os estudantes se desestimulem em decorrência da prorrogação do início das aulas.

 

❹ Realização de busca ativa dos estudantes

 

A busca ativa é fundamental para a consolidação de dados sobre quais estudantes serão atendidos na plataforma e quais necessitarão de atendimento via material impresso. A Secretaria reitera que a plataforma Escola em Casa DF – Google Classroom é o meio de atendimento prioritário aos estudantes da Rede, pois possui ferramentas e recursos que possibilitam a interação entre professores e estudantes. O material impresso deve ser destinado somente àqueles estudantes que não conseguirem acessar a plataforma.

 

As unidades escolares podem buscar parcerias com a comunidade tais como rádios comunitárias, Ongs, para ampliarem a busca de estudantes que não participaram das atividades de modo a evitar a evasão escolar.

 

Considerando as recomendações expressas, sugere-se que a equipe gestora com o apoio dos professores, da Orientação Educacional e da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem realizem reuniões por videoconferência com os grupos de estudantes e famílias de cada turma, para que possam avançar em seu processo de engajamento as estratégias educativas oferecidas no ensino remoto e para poderem dialogar sobre as vivências do tempo de isolamento.

 

As unidades escolares, assim como os professores e professoras, estando mais próximos dos estudantes e de suas realidades poderão identificar com maior eficiência àqueles que não acessaram a plataforma Escola em Casa DF. Assim, será possível localizar os estudantes que estão com dificuldades para o acesso tal como os que não têm acesso – seja por falta de equipamento ou internet – e, portanto, necessitarão do material impresso. Esse levantamento é importante para o planejamento e elaboração do material e definição da melhor forma e quais os procedimentos para a entrega ao estudante.

 

Circular nº 169/2020