Governo do Distrito Federal
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Cursos profissionalizantes abrem portas para o mercado de trabalho

Balanço de 2015 aponta que quase 11 mil estudantes ingressaram nos cursos profissionalizantes da rede pública de ensino do DF. Busca por diferencial no currículo e curto tempo de duração são os principais atrativos

 


 

Camila Denes, Ascom/SEEDF

 

Alternativa para quem visa qualificação no mercado de trabalho, as escolas profissionalizantes mantidas pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) atraem jovens e adultos. Balanço realizado pela pasta mostra que, somente no ano passado, 10.378 vagas foram ofertadas pelos Centros Educação Profissional espalhados pelo DF. Somados aos atendimentos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o número de pessoas efetivamente atendidas chega a 10.709.

 

A projeção leva em consideração o número de estudantes matriculados nos cursos além do contingente de alunos formados nas instituições durante o ano passado. Segundo o diretora de Educação Profissional, Joelma Bomfim, todos os esforços são voltados para atender a meta 11 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a ampliação da Educação Profissional Técnica, sobretudo para alunos de nível médio. A nossa projeção anual é aumentar a oferta do número de vagas em 20%”, explica.

 

Quem fez, garante valer a pena. “Os professores são capacitados, a estrutura é organizada e trabalhamos com bons computadores”, diz Pedro Rafael de Oliveira Carvalho, formado em 2011 na Escola Técnica da Ceilândia (ETC) na área de informática. A profissionalização abriu as portas para Pedro, que hoje trabalha como terceirizado no Fórum de Samambaia. A afinidade com o curso foi tamanha que influenciou o jovem de 21 anos a ingressar no curso superior de sistemas de informação.

 

Capacitada há apenas cinco meses na Escola Técnica de Saúde de Planaltina, a técnica em análises clínicas Rayane de Brito dos Santos, 26 anos, garantiu uma vaga no posto de coleta de uma clínica. O ingresso no atual trabalho ocorreu durante o curso e, segundo ela, essa não foi a única proposta que recebeu.

 

“A capacitação me abriu as portas. Antes era difícil encontrar emprego porque o mercado exigia algum tipo de conhecimento a mais e que eu ainda não tinha. Hoje é diferente”, explica ela, que almeja agora participar do próximo processo seletivo para ingressar no curso de técnico em enfermagem. “Me descobri nesta área e quero investir nisso, seja fazendo uma faculdade de medicina ou enfermagem, desde que seja relacionado à saúde”, conclui.

 

A estatística mostra que Pedro Rafael e Rayane estavam certos: o ensino técnico tem o diferencial que o mercado de trabalho quer. Dados do Ministério da Educação apontam que o número de matrículas aumentou em quase 70% de 2009 a 2014. Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também em 2014, revela que profissionais com ensino técnico são os menos demitidos e que 70% conseguem emprego logo que se formam. Apesar do cenário positivo, ainda está aquém do ideal. Em países desenvolvidos, como a Finlândia, mais de 50% dos jovens fazem educação profissional junto com a educação regular. No Brasil, esse índice ainda é baixo, girando em torno de 10%.

 

Pronatec

Das 10.709 vagas ofertadas no ano passado, 331 são vêm do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal. A secretaria nessa parceria atua tanto como ofertante quando de demandante. “Nossas escolas técnicas podem ofertar tanto os cursos FIC quanto os técnicos para alunos do Pronatec. Em contrapartida também demandamos vagas do sistema S (Senai, Sesc, Sesi, Senac) e IFB para ofertar cursos aos alunos da nossa rede”, explica a coordenadora-geral do Pronatec na SEDF, Beatriz Antonio da Natividade.

 

O ano atual começa a todo vapor, com 320 alunos do Pronatec que estão apenas aguardando a entrega dos kits pedagógicos para o início das aulas. O material será entregue durante duas cerimonias: uma marcada para o dia 9, na Escola Técnica de Planaltina; outra para a Escola Técnica de Saúde, em São Sebastião, no dia 10. Beatriz avalia que o acordo com o Pronatec possibilita à secretaria ampliar a oferta de cursos.

 

“Pegamos o espaço ocioso de alguma escola nossa e levamos os cursos para lá. Para isso, lançamos o edital e contratamos o professor, que será temporário, e não da rede”, explica. Ainda em abril, devem ser abertas cerca de mil vagas para alunos do Pronatec, com previsão de inicio de aulas para maio.

 

Modalidades

Os cursos podem ser encontrados nas modalidades Técnico ou de Formação Inicial e Continuada de trabalhadores (FICs). Eles se diferenciam pela carga horária, podendo ser ministrados presencialmente ou à distância em seis regiões do Distrito Federal: Brasília, Planaltina, Ceilândia, Gama, Cruzeiro e Brazlândia. Aqui (hiperlink) você confere o nosso quadro das vagas para 2016 e encontra abaixo a lista de escolas da nossa rede com o respectivo contato.