Governo do Distrito Federal
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7/02/18 às 16h08 - Atualizado em 30/10/18 às 14h09

SEEDF garante professor em sala de aula desde primeiro dia letivo

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João Gabriel Amador, Ascom/SEEDF
Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF


“Carência zero” conta com ações preventivas para que todos estudantes tenham aula normalmente

 

ATUALIZAÇÃO: O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, anunciou a nomeação de mais de mil profissionais da Educação aprovados em concursos públicos. Deste total, teremos 648 professores de Educação Básica, mais analistas, técnicos, monitores e orientadores educacionais. O ato de nomeação deverá ser publicado na primeira semana de fevereiro.

 

Passar até um mês sem professor na sala de aula era uma situação recorrente nas escolas da rede pública do DF até um passado recente. Mas, há dois anos, a história mudou. Implementado em 2016, o plano “Carência Zero” impede que estudantes fiquem sem aula desde o primeiro dia letivo. Para 2018, o panorama não será diferente.

 

Um dos fatores que ajudaram a reverter o quadro foi a nomeação de 811 professores a partir de 2015, em disciplinas variadas e aprovados no concurso realizado em 2013. “A ampliação do quadro de professores do DF é um objetivo estratégico desta gestão. Realizamos um novo concurso em 2016, que já foi homologado. Deste novo certame, encaminhamos ao Governo do Distrito Federal um pedido de nomeação de outros 600 educadores. Aguardamos agora a autorização do Executivo, que avaliará as condições orçamentárias para a efetivação dos servidores”, explica o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho.

 

A tecnologia também tem sido uma aliada no programa. A principal ferramenta é o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (SIGEP), que reúne informações diversas, seja das escolas, como matrículas e vagas demandadas, seja dos servidores da educação, como contatos pessoais e preferências de local de trabalho. A subsecretária de gestão de pessoas, Kelly Cristina RIbeiro de Andrade, explica que, assim, os dados fornecidos por gestores e educadores são cruzados e as vagas preenchidas rapidamente. “Até o ano retrasado, era preciso esperar que as coordenações regionais encaminhassem as demandas por escrito. Agora, com o sistema digital, os próprios professores e assistentes podem acessar o portal, verificar onde há vagas e se candidatarem. Assim, preenchemos possíveis lacunas antes das aulas começarem”, explica a gestora.

 

A Secretaria de Educação investiu também no relacionamento mais próximo com as escolas para evitar a falta de professores. “Temos um representante em cada regional de ensino. Eles mantém a comunicação e informam em quais localidades há falta ou sobra de profissionais. Dessa forma, agilizamos processos de transferência e remanejamento antes do início das aulas”, explica a subsecretária.

 

Outra ferramenta usada para evitar salas sem professor é a contratação de profissionais temporários. Por vezes criticados, os educadores substitutos são fundamentais em casos necessários. Esse tipo de contratação é válida para casos como remanejamentos temporários (diretores, coordenadores, supervisores), afastamentos, licenças médicas, licenças premium, licenças maternidade e até falecimentos. “Enfim, todas as situações em que há vacâncias temporárias ou sem tempo hábil para um novo concurso ou nomeação. A prioridade é ter um educador para os estudantes”, analisa a coordenadora da Subsecretaria de Gestão de Pessoas Ana Paula Aguiar.

Bem-estar

Se de um lado há esforço para recompor o quadro, do outro há medidas para evitar a saída precoce de servidores. Em parceria com instituições de ensino superior, a Secretaria tem realizado pesquisas para identificar as principais causas de afastamentos e licenças médicas.

 

Segundo os relatórios preliminares, o desgaste emocional está entre as principais causas do absenteísmo (quando o trabalhador fica afastado de seu trabalho). Para mudar esse panorama, a pasta tem implementado atividades para promover o bem-estar e a qualidade dos profissionais. Uma das iniciativas é o programa “de bem”, que engloba ações diversas como aulas de música, dança, canto, esportes e artes marciais voltadas para os professores e ministradas também por servidores da rede.

 

Por enquanto, o programa está em fase piloto e conta com 100 participantes, todos da Coordenação Regional de Ceilândia. “Mas os planos são de expansão para todas as regionais, uma vez que a aceitação foi grande. Outras atividades, como palestras, cursos e até caminhadas já estão previstas para o próximo ano”, ressalta Kelly.

 

A Secretaria de Educação esclarece que o número de afastamentos por motivos de saúde tem diminuído consideravelmente. De janeiro a novembro de 2015, 24,8% dos docentes apresentaram atestado médico. No mesmo período de 2016, o número foi reduzido para 19,6%.

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