Governo do Distrito Federal
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3/05/20 às 14h28 - Atualizado em 3/05/20 às 17h37

Escolas do Recanto das Emas passam por ampla reforma

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Das 29 unidades públicas da RA, mais de um terço está em reformulação. São serviços como troca de telhado e forro, manutenção em caixa d’água, pintura de sala e conserto de alambrados, entre outros

 

Agência Brasília

 

No dia 11 de março o governador Ibaneis Rocha decidiu interromper as aulas em todo o Distrito Federal para impedir que o coronavírus contaminasse a classe estudantil. O decreto tinha validade de cinco dias, mas o prazo foi ampliado. A medida ocorreu com um mês de ano letivo. A Secretaria de Educação, então, fez desse limão uma limonada. Aproveitou o período sem aulas para deixar as escolas públicas ainda mais confortáveis. A determinação é realizar obras enquanto as unidades estão vazias.

 

É assim que tem sido no Recanto das Emas. Das 29 escolas públicas, mais de um terço está em franca reformulação. Os serviços variam de acordo com a necessidade de cada uma. Troca de telhado e forro, de piso, manutenção em caixa d’água, pintura de sala, conserto de alambrados, reconstituição de rede hidráulica e elétrica. São alguns dos serviços mais executados pela Coordenação Regional de Ensino nas unidades. As medidas estão inclusas no contrato de manutenção. Ou seja, sem ônus extra.

 

No Centro de Ensino Fundamental 206, por exemplo, o contrato de manutenção cobriu um estacionamento de carros e a troca do piso da quadra poliesportiva. Agora, em vez de barro, os carros vão estacionar em cima de uma pavimentação de concreto. “Muito provavelmente a gente não conseguiria fazer essa obra com recursos da própria escola pelo custo. E o contrato de manutenção serve para isso”, afirma o coordenador regional do Recanto das Emas, Leandro Freire.

 

O CEF 206 ganhou, ainda, uma rampa de acesso à entrada da escola. A passagem também tem uma cobertura. Os estudantes, quando voltarem, não terão de esperar o transporte ou os pais debaixo de chuva ou em meio à poeira. “Isso aqui tinha barro. Lama. Empoçava. Horrível”, conta o vice-diretor, João Lúcio Duarte. Maria Ignez, lotada na escola há 14 anos, resume a importância da obra: “Excelente. Há muito tempo venho pedindo isso”.

 

Mas não é só para fora do portão que ocorrem as benfeitorias. O CEF 206 está adaptado à legislação brasiliense que proíbe o uso da sirene em escolas para não incomodar os estudantes autistas. Os avisos de final de aula e intervalo agora são dados por música. O repertório é escolhido por uma equipe pedagógica, que obedece a faixa etária das turmas: que são de 11 a 17 anos no período diurno e até 70 anos à noite.