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27/05/21 às 15h52 - Atualizado em 27/05/21 às 15h56

Projeto de leitura conquista estudantes

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Iniciativa da EC 604, de Samambaia, desperta o amor pelos livros por meio do projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã”

 

Por Aldenora Moraes | Ascom/SEEDF

 

As imagens no muro da EC 604, de Samambaia, e o projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã” retratam o amor da escola pela leitura. Foto divulgação

 

O famoso escritor argentino Jorge Luís Borges afirmou que sempre imaginou o paraíso como uma espécie de biblioteca. Como ele, milhares de amantes dos livros enaltecem a potência da leitura, mesmo com tantos outros dispositivos, como os jogos eletrônicos, as redes sociais e os serviços de streaming.

 

Para a supervisora pedagógica Gheisa Fernandes Frutuoso, da Escola Classe 604 de Samambaia, o prazer da leitura ainda é vivenciado pelas novas gerações. “Antes das aulas remotas, já desenvolvíamos o projeto. As professoras da sala de leitura são muito atuantes, elas conseguem envolver as crianças. Com a pandemia, a iniciativa ganhou uma versão on-line”, explica.

 

No episódio desta semana do podcast  conversamos sobre o projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã”, da Escola Classe 604, de Samambaia. A unidade, tradicionalmente, estimula a leitura entre a criançada e, durante as aulas remotas, têm desenvolvido a Sala de Leitura Virtual. Confira o episódio nas plataformas de áudio.

 

O projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã” conta com livroteca virtual, gibiteca virtual e contação de histórias com as personagens da Sala de Leitura: Amora, Leleca e Floreca. Os livros são divididos em gêneros literários e por autores. As obras ficam disponíveis bimestralmente, de acordo com a faixa etária dos estudantes.

 

O prazer da leitura

 

O professor e escritor Simão de Miranda: “A escola tem uma função fulcral pelo desenvolvimento do gosto pela leitura.” Foto divulgação

 

Para Simão de Miranda, professor da rede pública de ensino e escritor de mais de 50 livros, a escola é fundamental para desenvolver o gosto pela leitura. “Deve cuidar, é claro, para que ela não seja didática, doutrinária ou moralizante. É preciso incentivar aquela literatura onde coabitam fantasia e realidade, razão e emoção, imprescindíveis ao desenvolvimento da criança”, afirma.

 

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O estudante Murilo Nobre Faleiro, do 5º ano, é um exemplo da nova geração que não vive sem livros. “Quando não estou estudando, uma das coisas que mais gosto de fazer é ler. Dentre os meus livros preferidos, os que mais se destacam são Extraordinário e a série Diário de um banana. O primeiro passa uma mensagem sobre respeitar as diferenças e o segundo tem várias situações engraçadas”, conta.

 

De acordo com Gheisa, o feedback positivo dos pais encoraja a continuidade do projeto. “As famílias nos enviam vídeos onde as crianças estão lendo e afirmam que não tiveram acesso à leitura. Sabemos que estamos no caminho certo porque é um momento de leitura deleite, sem ter obrigação de fazer alguma atividade. É simplesmente ler por amor e por vontade”, finaliza.