Governo do Distrito Federal
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8/02/21 às 21h11 - Atualizado em 12/02/21 às 9h10

Projeto do Ministério Público em parceria com Secretaria de Educação recebe premiação

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Implementado em nove escolas, o NaMoral teve o objetivo de contribuir para o combate à corrupção

 

Málcia Afonso, Ascom/SEEDF

 

Cerimônia de entrega do Prêmio do CNMP foi prestigiada por autoridades nacionais e locais. Foto: Álvaro Henrique, Ascom/SEEDF

 

O Projeto NaMoral, desenvolvido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em parceria com a Secretaria de Educação do DF, foi agraciado com o segundo lugar no Prêmio CNMP 2020, na categoria “Redução da corrupção”. Nesta quinta-feira, 11, o secretário Leandro Cruz participou da entrega do prêmio à idealizadora do projeto, promotora de Justiça Luciana Asper, em solenidade no Conselho Nacional do Ministério Público.

 

Implementado em nove escolas, oito delas vinculadas à Secretaria de Educação, o NaMoral teve a participação de mais de 250 estudantes de 8º e9º ano e de 84 professores. As atividades compreenderam ações educativas e culturais, além de dinâmicas envolvendo ética de prevenção e combate à corrupção, principalmente rodas de conversa. O trabalho foi conduzido por voluntários do MPDFT.

 

O nosso desafio é ensinar aos nossos jovens que eles não podem desistir do caminho correto, não podem desistir do caminho íntegro. Quando a gente forma um jovem mais íntegro, nós entregamos à sociedade um adulto mais íntegro. Ele, pelo menos, pensará duas vezes antes de cometer um ato de corrupção, porque terá vergonha do seu ato. Quando nós permitimos que os nossos jovens sejam formados sem o pertencimento do sentimento de integridade de forma muito enraizada no seu ser, permitimos que eles não tenham nem vergonha do desvio de conduta”, afirmou Leandro Cruz em seu pronunciamento.

 

Luciana Asper falou sobre o principal objetivo do NaMoral. “A gente quer que essa nova geração acredite realmente que a corrupção é o maior inimigo, que ela não pode aceitar um sistema corrupto ou tolerante à corrupção e, muito menos, a impunidade que fomenta a corrupção. Ela tem que acreditar que isso é algo que vai ferir os seus sonhos.”

 

Estamos hoje premiando o Ministério Público, mas, na verdade, é um prêmio que se estende aqueles que colaboraram e fizeram que com ele acontecesse e nisso a Secretaria de Educação do Distrito Federal foi fundamental”, destacou a Procuradora-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Fabiana Costa Oliveira Barreto.

 

Projeto

 

O NaMoral foi desenvolvido entre agosto e dezembro de 2019. As missões propostas valiam pontos para as escolas participantes, que também foram premiadas com valores oriundos de multa de condenação por corrupção, para projetos voltados a própria unidade escolar.

 

No início do projeto, 31,58% dos professores responderam que a minoria, ou nenhum estudante, cumpria as regras. No grupo dos estudantes, 42,11% afirmaram que a maioria ou todos as respeitavam. Ao final, para a mesma pergunta, houve uma queda significativa nas respostas dos professores – apenas 12,5% mantinham a percepção inicial, ao passo que, entre os estudantes, houve uma elevação da percepção do respeito às regras: 68,75%.

 

Escolas

 

Equipe do Celan, na premiação, em 2019. Foto: acervo pessoal

 

O Centro de Ensino do Lago Norte – CELAN foi a escola que mais acumulou pontos com a realização das missões propostas e recebeu R$ 15,5 mil. Em segundo lugar ficou o Centro de Ensino Fundamental (CEF 3), de Planaltina, que recebeu R$ 10 mil. Em terceiro, o Centro Educacional (CED) 11, de Ceilândia, que ganhou R$ 5 mil. O CEF 102 Norte foi premiado com R$ 2,5 mil. As demais – CEF 427 de Samambaia, CED 308 do Recanto das Emas, CED Darcy Ribeiro do Paranoá e CEF 08 de Taguatinga – obtiveram R$ 1,5 cada uma. Também participou e recebeu o mesmo valor o Colégio Militar Tiradentes.

 

A premiação foi anunciada em novembro de 2020 e entregue agora. Também participaram da solenidade, entre outras autoridades, a secretária Nacional de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC),  Izabel Lima Pessoa; o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Helber Vieira; e o vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso,

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