Governo do Distrito Federal
14/02/22 às 14h57 - Atualizado em 6/10/22 às 18h47

Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do Distrito Federal

“Nós vamos avaliar todos os estudantes” 

Momento de leitura da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, com crianças da Escola Classe 11. Foto: Mary Leal | Ascom/SEEDF

 

O ano letivo no Distrito Federal teve início nesta segunda-feira (14) nas 686 escolas da rede pública. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, visitou a Escola Classe 11, de Taguatinga, que atende 622 crianças da educação infantil ao ensino fundamental anos iniciais. Na ocasião, ela falou sobre os principais desafios da rede para o ano letivo de 2022. Confira:

 

Qual é o planejamento, a expectativa da Secretaria de Educação para o ano letivo de 2022?

Nossa expectativa é grande, principalmente porque o nosso foco será a recomposição das aprendizagens perdidas durante o período da pandemia. Nosso estudante vai passar por uma avaliação diagnóstica. Em cima dessa avaliação, nós entraremos com as intervenções pedagógicas, para que esse aluno aprenda a ler, a escrever, a entender o que está lendo, aprender a matemática – as operações da matemática, para desenvolver um raciocínio lógico. Esse será o nosso foco principal para o ano de 2022.

 

Isso se aplica, também, aos anos finais do ensino fundamental e ao ensino médio?

Nós vamos focar nisso em todas as etapas, porque não foi só a criança dos anos iniciais, do período de alfabetização, que passou por esse problema. Os outros também tiveram perdas nesse período. Será um trabalho com a rede inteira. Nós vamos começar a testagem com alunos do 2º ano dos anos iniciais e terminaremos com a 3ª série do ensino médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Então, todos os alunos desta faixa passarão por essa prova, essa avaliação diagnóstica.

 

A situação física das escolas está boa? Têm professores para todas as turmas, todos os estudantes?

Professores, nós temos. Em algumas áreas, temos alguns gargalos até no contrato temporário, como física e matemática. Mas nós conseguimos suprir todas as carências da rede. Carências que, porventura, surgirem serão de professores que podem positivar (de covid-19) e, aí, temos que colocar um coordenador na sala de aula. A escola sabe como fazer isso. Se não tiver o contrato naquele momento, o estudante não ficará desassistido.

 

Do ponto de vista sanitário, é seguro para os pais enviarem os filhos para as escolas?

Eu diria que o ambiente escolar é o mais seguro hoje, até mais do que a casa. Porque, na casa, a criança se movimenta sem máscara, vai para a rua e encontra o coleguinha. E, na escola, ela usa máscara, na entrada já têm os lavatórios – eles lavam as mãos, tem álcool em gel em todos os ambientes da escola. Está muito seguro o ambiente. E a criança tem, sim, vacinado nas Unidades Básicas de Saúde. Nós já temos aproximadamente 44% das crianças do Distrito Federal de 5 a 11 anos vacinadas com a primeira dose da vacina e quase 80% na faixa dos 12 aos 18 anos. É um número bastante significativo e isso nos dá muita segurança.

 

Quais são os problemas que a rede pública de ensino vai enfrentar agora, nessa retomada das aulas?

O principal problema são os estudantes em áreas que têm menos escolas. Esse estudante não conseguiu uma vaga próxima de casa e teve que ser enturmado numa escola mais distante. Não é a situação ideal. Nós gostaríamos de ter mais escolas e, para isso, nós estamos construindo 18 escolas para serem entregues no decorrer deste ano e algumas para o início de 2023. Temos, ainda, 20 escolas em projeto para que nós possamos licitar este ano, totalizando 38. Então, estamos cuidando da rede para que a criança estude mais próximo de casa. Mas enquanto não tivermos essa situação ideal, nós pedimos e conclamamos aos pais que levem seus filhos, mesmo para escolas mais distantes da residência.

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