Governo do Distrito Federal
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24/04/19 às 16h30 - Atualizado em 24/04/19 às 18h26

Uma nova abordagem na sala aula

Guilherme Marinho, Ascom/SEEDF

 

Grupo do CEF 410 Norte apresentou a peça Delírio de Gracinda. Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF

A II Virada Pedagógica da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) começou com a apresentação da peça Delírios de Gracinda pelo grupo de teatro do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte, no Museu Nacional da República. O evento desta quarta-feira (24) acontece simultaneamente no Teatro da Universidade Católica de Brasília (UCB), pela manhã e à tarde. O tema tratado nesta edição são as competências socioemocionais – a arte de construir pontes nas relações e gestão das emoções.

 

Na abertura, o titular da SEEDF, Rafael Parente, ressaltou que a aprendizagem socioemocional é um processo de desenvolvimento e uso de competências, habilidades, atitudes e conhecimentos que auxiliam as pessoas a identificarem e lidarem com suas emoções, além de desenvolver relacionamentos saudáveis e tomar decisões responsáveis. “Quando a gente consegue fazer uma boa gestão das nossas emoções, a gente consegue aprender muito mais. Se estamos nervosos, por exemplo, fica mais difícil o processo de aprendizagem”, pontuou Rafael Parente.

 

Rafael Parente ressalta a gestão emocional para o desenvolvimento estudantil. Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF

Para a co-fundadora e diretora executiva da Educacross, Érica Stamatto, uma das convidadas da Virada, a construção das competências socioemocionais acontece, principalmente, durante as relações pessoais, em trocas de experiências e vivências. “O professor pode, por exemplo, propiciar atividades de aprendizagem baseada em equipes ou mesmo aprendizagens colaborativas, por meio de jogos e projetos, no qual os alunos podem se organizar e tomar as decisões por si”, analisou Érica. O Educross é uma startup para promover experiências de aprendizagem e avaliação baseada em jogos. Lançada em 2016, a plataforma está presente em mais de 50 escolas de São Paulo.

 

Érica Stamatto desenvolveu uma plataforma de aprendizagem com jogos. Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF

Também palestrou para os educadores presentes no Museu Nacional da República Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare. A professora falou dos desafios da educação na atualidade. De acordo com a educadora e pesquisadora, a escola não pode mais apenas se preocupar em transmitir conteúdo para o aluno. “É preciso preparar o estudante para lidar com todas as dimensões do desenvolvimento humano. Não vai adiantar ele aprender operações matemáticas, se ele não souber resolver os problemas da vida dele”, afirmou Anna. “Então, a gente precisa de novas competências como criatividade, senso crítico e empatia, caso contrário não estaremos preparando os estudantes para o século 21”, completou.

 

Para Anna Penido, a escola deve ir além do conteúdo. Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF

O professor Lucas Gomes leciona artes há 5 anos na rede pública de ensino do DF. Ele acredita que a Virada Pedagógica desta terça foi um encontro de extrema importância. “Eu vejo nesse evento as falas de professores e isso nos aproxima. O que foi discutido hoje é relevante e eu vejo que são atitudes que podem acontecer na prática, dentro das salas de aula”, disse Lucas.

 

João Nogueira é pedagogo da SEEDF desde 2013 e concorda com o colega. “A Educação pensar nas mudanças e avanços sociais é essencial. É um assunto que avança na discussão da qualidade do ensino, na construção do sujeito e na relação professor aluno” avaliou o educador. “Agora é pensar como potencializar isso na sala de aula”, finalizou.

 

A educadora Joana London também conversou com os presentes no Museu Nacional da República. Ela falou sobre como criar um pilar socioemocional na escola. Já o deputado federal professor Israel (PV) contou um pouco da experiência que ele teve em sala de aula e abordou a força e poder que os professores detêm. A III Virada Pedagógica continua à tarde, tanto no Museu Nacional da República, quanto no Teatro da Universidade Católica de Brasília.

Virada Pedagógica

A Virada Pedagógica está em sua segunda edição e tem por objetivo estimular, provocar e promover a reflexão, de forma a melhorar a qualidade na educação do Distrito Federal. Durante o dia em que é promovida, os encontros são realizados ao mesmo tempo em todas as coordenações regionais de ensino, no horário da coordenação pedagógica.

 

Além da Virada nas regionais, há encontros específicos organizados pela Subsecretaria de Educação Básica (Subeb) e pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin). A II Virada Pedagógica dá continuidade à proposta de formação diferenciada da Secretaria de Educação do DF, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), para discutir temas atuais da educação e compartilhar experiências.

 

 

II Virada Pedagógica