Governo do Distrito Federal
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24/04/19 às 19h06 - Atualizado em 24/04/19 às 19h28

A hora e a vez da Virada

Aldenora Moraes, Ascom/SEEDF

 

Iniciativa entusiasma professores da rede distrital de educação

 

Os professores dos anos finais e do ensino médio da Coordenação Regional do Guará foram surpreendidos, nesta tarde (24), por facilitadoras que perguntavam sobre o estado emocional e indicavam um bottom a ser utilizado. A estratégia faz parte da programação especial dedicada a refletir sobre o tema Competências Socioemocionais, da II Virada Pedagógica.

 

Foto divulgação

Reunidos no auditório do Centro Educacional 03 do Guará, os professores participaram de duas palestras com o professor e pesquisador Alessandro Eloy Braga, que trabalha na unidade escolar, e a professora Sandra Araújo de Lima, do Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Ambos abordaram o discurso poético e sua potência em encantar e descrever a subjetividade.

 

Além das palestras, os professores participaram de uma Brincadeira de mãos africana. A partir da constatação: “Eu sou porque nós somos”, as facilitadoras Rosilene Rosa e Márcia Fonseca, da Oficina Pedagógica da CRE Guará, possibilitaram uma observação atenta sobre as emoções de cada participante.

 

De acordo com o psicólogo e analista do Tribunal Regional Federal (TRF), Angelo Faleiro, aprender e ensinar competências emocionais é crucial no ambiente escolar. “Estamos falando de desenvolver a empatia, o foco, o respeito. Tais ações ajudam o estudante a ter um aprendizado melhor e auxiliam em suas relações com o outro”, destacou o psicólogo que relembrou a tragédia vivenciada pela comunidade escolar de Suzano, em São Paulo.

 

A definição do psicólogo foi reiterada pelo professor Carlos Magno, do Centro Educacional 01 do Guará. “Trabalho há vinte anos na Secretaria de Educação e nunca foi tão necessário discutir essas competências. Lidamos com estudantes com histórico de automutilação, comportamento desrespeitoso com os colegas, baixa autoestima e, muitas vezes, não sabemos como lidar”, confessa.

 

Para a professora Sheila Aparecida Lemos, do Centro de Ensino Fundamental 03 da Estrutural, o evento foi muito proveitoso. “Trabalhamos com a poesia de maneira interdisciplinar”, explicou. Para a professora, iniciativas como a II Virada Pedagógica trazem renovação e possibilitam que o professor “reflita sobre sua própria prática, sobre os eixos transversais e sobre a importância da própria coordenação pedagógica como elemento essencial de formação”, ressaltou.

 

No Paranoá, as escolas também promoveram ações sobre as competências socioemocionais. Segundo o diretor do Centro de Ensino Fundamental 04, Marcelo Noronha, a recepção dos professores foi animadora. “Fizemos uma coordenação diferenciada nos turnos matutino e vespertino, abordando o tema proposto, que é atual, e envolveu todos os professores”, salientou.

 

Algumas coordenações regionais participaram da II Virada Pedagógica no próprio Polo Central. “Foi o caso da CRE Plano Piloto, cujos professores estiveram no Museu da República”, relatou Kattia Amin, chefe da Unidade Regional de Educação Básica (Unieb).