Governo do Distrito Federal
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29/10/19 às 15h42 - Atualizado em 23/08/21 às 13h12

No Dia do Livro, criançada toma a Biblioteca Nacional

1.600 estudantes ocupam a biblioteca e curtem atividades da VII Plenarinha, feita para enriquecer a educação infantil

 

Guilherme Marinho, Ascom/SEEDF

 

 

Biblioteca Nacional de Brasília recebe a etapa distrital da VII Plenarinha. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

 

Hoje, dia 29 de outubro, é celebrado o Dia Nacional do Livro. Não por acaso a data foi escolhida para acontecer a etapa distrital da VII Plenarinha da Educação Infantil da Secretaria de Educação. O tema deste ano é brincando e encantando com histórias. Durante todo o dia, cerca de 1.600 alunos da rede pública de ensino, da creche ao 1º ano do ensino fundamental, das 14 regionais de ensino, estiveram na Biblioteca Nacional de Brasília conferir diversas atividades elaboradas para elas. Pela primeira vez, a programação tem oficinas pensadas especialmente para bebês e crianças de até 3 anos.

 

A Plenarinha é um projeto pedagógico que visa fortalecer o protagonismo infantil nas unidades de ensino públicas do DF e nas instituições parceiras que ofertam a educação infantil e o 1º ano de ensino fundamental. O objetivo da proposta é promover a aproximação e o envolvimento das crianças com o mundo das histórias de modo que elas possam conhecer, ouvir, sentir, contar, imaginar e criar suas próprias fábulas, por meio de brincadeiras e vivências.

 

Andréia Martinez: “Este é um momento de compartilhar”. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

 

Momento de compartilhar

 

A diretora de Educação Infantil da SEEDF, Andréia Martinez, conta que o evento vai ajudar a definir o tema da Plenarinha 2020. Cada professor oficineiro está pronto para colher as percepções das crianças sobre o projeto. “Este é um momento de compartilhar o que todas as CREs fizerem, de encontro e de troca de experiências com as crianças”, explica.

 

A festa da Plenarinha está ocupando parte do térreo e o segundo andar da Biblioteca Nacional de Brasília. O foco do evento e do projeto é incentivar o protagonismo infantil e proporcionar às crianças momentos de diversão. Tem contação de histórias; pintura de rosto; apresentações de mágica, palhaçaria e teatro; oficinas de perna de pau e percussão corporal; espaço de desenho livre; atividades com brinquedos recicláveis da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); rodas de brincadeiras com música e dança; instalação artística interativa; encontro com escritores; além da exposição de projetos das Coordenações Regionais de Ensino.

 

Escritora Dinorá Couto Cançado conversou com estudantes da educação infantil. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

 

No espaço do escritor, as crianças têm a oportunidade de conversar com autores de livros infantis. Dinorá Couto Cançado é uma das escritoras convidadas. Professora aposentada da rede, ela tem cinco livros infantis publicados. “As crianças participam. Um delas me perguntou em que eu me inspirava para escrever. Disse que busco as ideias do dia a dia, numa escola em que trabalhei ou mesmo nos animais da minha infância, como no caso de Lango e Tixa, uma história sobre ecologia em que os personagens são um calango e uma lagartixa”, revela.

 

Baobá

 

As crianças são convidadas a entrar dentro de um baobá para conversar com a árvore no espaço raízes da oralidade. Maristela Papa, uma das idealizadoras do baobá falante ressalta que é importante para a criança poder falar. “Aqui, são eles que contam a história. Esta é uma experiência de relato, para a criança contar, ser protagonista”, avalia Sophia Fonseca, de 5 anos, é aluna do Centro de Ensino Infantil 1 de São Sebastião. A pequena se espantou com a brincadeira. “Achei muito legal, a árvore tem voz de gente”, disse.

 

Criançada esperando para bater um papo com a árvore falante. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

 

A professora Alcir Duarte levou uma turminha para curtir a manhã na biblioteca e ficou encantada com o projeto. “Eu estou achando maravilhoso. São diversas atividades e brincadeira para as crianças. Tudo que elas gostam. Pena que é só um período”, comentou.

 

Marcela Figueiredo,7 anos, não teve dificuldade para se equilibrar nas pernas de pau. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

 

Marcela Figueiredo, 7 anos, é estudante do 1º ano do ensino fundamental da Escola Classe Sonhém de Cima, em Sobradinho 2. Ela estava andando para todos os lados sobre um par de pernas de pau e garante que é fácil se equilibrar. “É só ter prática e ouvir o professor. E tem que ajudar o outro”, avisa a pequena, que fez pintura de rosto, ouviu histórias e comeu algodão doce.

 

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