Governo do Distrito Federal
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18/06/20 às 8h39 - Atualizado em 18/06/20 às 8h39

Primeira infância também retoma ano letivo dia 29

Se você é pai, mãe ou responsável, deve participar. Todo o processo de ensino-aprendizagem vai passar por vocês

 

Nathália Borgo, Ascom/SEEDF
Edição: João Alberto Ferreira, Ascom/SEEDF

 

| Foto: Robson Dantas, Ascom/SEEDF

 

O futuro da rede pública de ensino também precisa ser garantido, ainda que tenha acabado de nascer ou tenha até cinco anos de idade. Por isso, a primeira infância também estará conectada à plataforma Google Sala de Aula a partir do dia 29 de junho. O processo de ensino-aprendizagem vai acontecer por intermédio dos pais, mães ou responsáveis. Mais de 23 mil famílias (18.820 estudantes de 0 a 3 anos e 4.563 de 4 e 5 anos) vão ser inseridas no programa Escola em Casa DF, para que ninguém fique de fora, mesmo a distância.

 

Em condições típicas, com aulas presenciais, essas crianças são atendidas nos 59 Centros de Ensino da Primeira Infância (CEPIs) e nas 64 instituições parceiras da Secretaria de Educação, que são entidades filantrópicas, confessionais e sem fins lucrativos. Essas, inclusive, atendem em prédios próprios. A Secretaria vai ofertar pacotes de dados para que ninguém seja excluído do processo. O contrato com as operadoras deve ser assinado no máximo até o dia 1º de julho.

 

Já a partir do dia 22 de junho, quando começarem os acessos dos professores e estudantes, os familiares das crianças vão poder se conectar ao Google Sala de Aula para ambientação no espaço até a sexta-feira, 26, como todos os demais alunos da rede. As áreas técnicas da SEEDF estão mobilizadas na criação dos e-mails institucionais para esse público, que vai depender do envio de dados, pelos gestores, sobre o quadro de funcionários de cada unidade parceira e dos CEPIs. Com os dados em mãos, a Secretaria pode concluir os cadastros dos e-mails em até 24 horas.

 

Após serem criados os endereços eletrônicos, os responsáveis legais pelos estudantes vão poder se cadastrar na plataforma com as informações da matrícula das crianças.

 

“Qualquer um com telefone celular, que tenha baixado o aplicativo do Escola em Casa DF e que seja pai, mãe ou responsável de um aluno da Educação Infantil pode acessar gratuitamente. Ali, na plataforma, haverá as atividades da semana e orientações para fazê-las em casa com os estudantes”, explica o coordenador do programa Escola em Casa DF, David Nogueira.

 

Aqueles que não têm como acessar a internet, a própria escola ou instituição parceira vai poder disponibilizar materiais impressos com os conteúdos e atividades, que devem ser devolvidas à unidade após serem concluídas. A entrega dos impressos vai valer como presença. A aferição da frequência das crianças matriculadas na Educação Infantil inscritas na plataforma será feita por meio da plataforma tanto nas unidades escolares públicas quanto nas instituições parceiras.

 

A regra é para todos

 

Os conteúdos serão inseridos na plataforma por cada instituição parceira. Segundo a diretora de Educação Infantil, Andréia Martinez, a ideia é garantir a autonomia na organização do trabalho pedagógico. O calendário escolar para as instituições parceiras e para os CEPIs é o mesmo da rede pública, mas as gestões têm autonomia para implementar o teletrabalho dos funcionários celetistas.

 

“Vale ressaltar que a Secretaria está empreendendo todos os esforços necessários para que não haja distinção entre as unidades escolares públicas e as instituições parceiras, pois todas as crianças fazem parte da rede pública e precisam ter garantidos os seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento”, afirma.