Governo do Distrito Federal
25/10/22 às 11h50 - Atualizado em 25/10/22 às 11h50

Escolas recebem R$ 1 milhão para compras na Bienal do Livro

Todas as instituições das 14 regionais de ensino ganharam o cartão com valores que vão de R$ 900,00 a R$ 2.762,50

Lúcio Flávio, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

 

Os livros são escolhidos de acordo com a avaliação dos gestores junto com a equipe pedagógica | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Em sua 5ª edição, a Bienal Internacional do Livro de Brasília (Bilb), desde o dia 21 de outubro no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, reúne este ano mais de 100 estandes de expositores nacionais e internacionais, além de mais de 400 títulos. Uma boa oportunidade de imersão no mundo mágico das palavras para os amantes da leitura, dos quais fazem parte os estudantes da rede pública do DF que poderão fazer aquisições de obras por meio de um cartão de compra qualificado.

 

Para essas compras para lá de especiais, foram destinados pelo GDF, por meio da Secretaria de Educação, em 2022, R$ 1 milhão só para a Bienal do Livro, e cerca de R$ 3 milhões incluindo também a Feira do Livro, realizada em junho deste ano, próximo ao Museu da República. Todas as escolas das 14 regionais, mais de 700, recebem o “vale-livro” em valores que vão de R$ 900 a R$ 2.762,50. A verba para esse benefício que impulsiona e incentiva a leitura nas escolas vem do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira do GDF, o PDAF.

 

O valor do cartão é definido para cada escola de acordo com o número de estudantes. Vale tanto para as unidades escolares quanto para as instituições de natureza especial, como as escolas parques, além dos núcleos de ensino das unidades de internação socioeducativas e do sistema prisional e os Centros Interescolares de Línguas (CIL).

 

“Viva a Bienal do Livro, que possibilita mais uma vez aos alunos da rede pública escolherem o livro que querem ler, em cada etapa do ensino. É a visão da educação pública de levar leitura, literatura até as escolas do DF”, comemora a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

 

“É uma ajuda importante porque fortalece o acervo bibliográfico dentro das escolas públicas. Todas as escolas do DF possuem uma biblioteca com profissionais atuantes e precisamos de alguma maneira renovar e despertar o interesse dos estudantes em cada etapa de ensino”, reforça a diretora de Serviços, Programas e Projetos Transversais da Secretaria de Educação, Ana Karina Braga Isaac.

 

Ao todo, cerca de 40 profissionais da rede de ensino público, entre coordenadores das regionais, professores e orientadores, participam da mostra literária em regime de escala, acompanhando tanto o dia das visitas das escolas quanto o da compra dos livros. O cartão para compra qualificada dos livros pode ser usado apenas nos estandes que atendem aos requisitos da Secretaria de Educação. E são muitos espalhados pelo local.

 

Estudantes da rede pública de ensino do DF também participam de visitas à exposição | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Temáticas sociais

 

Em cada instituição de ensino, os livros são escolhidos de acordo com a avaliação dos gestores junto com a equipe pedagógica, mediante a necessidade das salas de leitura instaladas nas escolas. Lucélia Abreu é diretora da Escola Classe 03 da Estrutural, localizada na QE 42 do Guará II e que atende 95% dos estudantes da Estrutural.

 

A gestora optou por adquirir livros com temáticas que abordam questões como o princípio da diversidade, educação antirracista e obras que estimulem a desenvolver valores e a inteligência dos alunos. Saiu da Bienal com 32 novos títulos para a biblioteca da escola, obras como Quanto Vale Uma Vida, sobre bullying, e outras que valorizam a identidade do povo brasileiro e falam de questões sociais, como Kiriku e as Sombras e Maria Preta. Após a leitura de Meu Livro de Planetas – Tudo Sobre o Sistema Solar para Crianças, a garotada vai fazer uma visita ao planetário de Brasília.

 

“São habilidades que nossos alunos precisam ter, tudo isso envolve a comunidade escolar como um todo porque faz parte do princípio da gestão democrática”, observa a diretora, que ficou encantada com um estande especializado em literatura afro-brasileira. “Valorizando nossas raízes afrodescendentes e indígenas. O país que não conhece sua história e não luta para modificá-la não avançará nunca. A educação é porta de transformação social”, ensina.

 

Escolas recebem R$ 1 milhão para compras na Bienal do Livro

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