Governo do Distrito Federal
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8/04/21 às 15h14 - Atualizado em 9/04/21 às 9h57

Heróis das Olimpíadas Científicas

Competições acadêmicas estimulam estudantes da rede pública a transformarem suas vidas na vida adulta

 

Por Aldenora Moraes, da Ascom/SEEDF

 

Luísa Abreu ingressou no universo científico participando das Olimpíadas Científicas. Hoje, está concluindo o curso de Medicina | Foto: Robson Dantas, Ascom/SEEDF

 

“Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui”. Esses versos fazem parte da canção A Estrada, sucesso da banda carioca Cidade Negra. Eles traduzem com propriedade a jornada da universitária Luísa Abreu. “Estudei no Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia e comecei a participar das Olimpíadas Científicas porque meus professores incentivavam muito e acreditavam em nossa capacidade de superar os desafios”, relembra. O esforço foi recompensado pelas sucessivas vitórias nas competições e, após o ensino médio, na aprovação na faculdade de Medicina, na Escola Superior de Ciências da Saúde.

 

“A participação nas competições fez toda a diferença nas minhas escolhas acadêmicas. Ao longo da minha trajetória também tive a oportunidade de estabelecer relações com outras pessoas com os mesmos interesses e isso contribuiu para expandir meu universo”, afirma.

 

O podcast EducaDF desta semana aborda o universo das Olimpíadas Científicas. O talento dos estudantes das escolas públicas tem sido reconhecido pelas sucessivas vitórias nas competições. Confira o podcast nas plataformas de áudio.

 

As Olimpíadas Científicas popularizam e difundem a ciência e a tecnologia junto aos estudantes | Foto: Álvaro Henrique, Ascom/SEEDF

 

Paixão pela Ciência

 

Alessandra Lisboa é a gerente do Programa Olimpíadas Científicas (PrOCien) da Secretaria de Educação. Sua jornada profissional se confunde com a dos estudantes que acompanhou diariamente durante 12 anos em escolas públicas da Ceilândia. “Acompanho as conquistas deles. Em todos esses anos tenho visto jovens se encantando com o poder transformador da educação oportunizado pelas atividades desenvolvidas. Participar de uma Olimpíada Científica não se resume a fazer provas”, explica.

 

Conquistamos muitas premiações e tenho constatado que o protagonismo fortalece os projetos de vida dos estudantes❞

Alessandra Lisboa, gerente do PrOCien

 

 

A professora constatou que a ampliação da jornada escolar estimula o protagonismo dos jovens. “Conquistamos muitas premiações e tenho constatado que o protagonismo fortalece os projetos de vida dos estudantes. Há alunos que conheceram outros países como os Estados Unidos, a França e a Índia. Há outro estudante que hoje mora na Coreia do Sul. Além disso, tivemos centenas de aprovações em universidades públicas. Na graduação, a experiência deles nas Olimpíadas possibilitou o ingresso em projetos científicos remunerados”, destaca Alessandra.

 

Com a pandemia, as competições têm sido realizadas de forma on-line e o PrOCien permanece incentivando a participação dos estudantes das escolas públicas. Ainda de acordo com a gerente, “a premissa é o despertar de talentos, colaborar com as aprendizagens, itinerários formativos e desenvolvimento dos estudantes”, enfatiza.

 

A Jornada do Herói

 

O estudante Igor Magri representou o Brasil na Índia, em 2012, quando era estudante do Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia. Astronomia, Astronáutica, Robótica, Oceanografia, História, Geografia, Matemática e Física são algumas das Olimpíadas científicas que ele participou. “Não foram meras competições, mas momentos de aprendizagem e de superação pessoal. Por meio delas conheci mundos que eu não conhecia. Devo muito às Olimpíadas pelas minhas conquistas”, enfatiza Igor.

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Quando concluiu o ensino médio, o estudante ingressou no curso de Relações Internacionais. Por meio de um convênio da universidade, ele apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na França. Durante a apresentação fez questão de vestir a camiseta idealizada pela escola para uma das competições científicas. “Quis mostrar que cheguei àquele momento por conta do apoio que tive durante a minha caminhada acadêmica”, destaca.