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19/08/21 às 11h17 - Atualizado em 17/05/23 às 15h11

Novo ensino médio: uma revolução necessária

Proposta será implementada em todas as escolas de ensino médio no próximo ano e busca acompanhar os novos tempos

 

Por Aldenora Moraes, Ascom/SEEDF

 

A diretora do Ensino Médio, Érika Botelho: “Agora o estudante é protagonista do seu percurso formativo.” Foto: Erasmo Cássio, Ascom/SEEDF

 

O estudante Guilherme Henrique Paula, do Centro de Ensino Fundamental 09 de Taguatinga, tem uma rotina típica de um adolescente. Entre as aulas do 9º ano, o curso de idiomas no Centro Interescolar de Línguas do Guará (CILG) e os campeonatos de jogos on-line com os amigos, a nova proposta do ensino médio tem gerado expectativa quanto ao futuro. “Tenho colegas que dizem que a proposta é boa, outros acreditam que é muita mudança, não sei bem o que pensar”, afirma.

 

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O Novo Ensino Médio propõe mudanças que buscam ampliar as oportunidades de aprendizagem dos estudantes, com o objetivo de oferecer um currículo dinâmico, integrado e personalizado, respeitando as potencialidades e necessidades pedagógicas de cada estudante.

 

Segundo Érika Botelho, diretora do Ensino Médio, da Secretaria de Educação, “temos agora um currículo com dois blocos indissociáveis formados pelas disciplinas de Formação Geral Básica e os Itinerários Formativos. A Lei é federal e veio não apenas para as redes estaduais públicas, mas também para as redes particulares”, explica.

 

No episódio do podcast EducaDF desta semana, vamos desvendar o Novo Ensino Médio para você. A proposta, que será implementada nacionalmente no próximo ano, busca alinhar o currículo às novas demandas contemporâneas. Ouça o episódio nas plataformas de áudio.

 

Desvendando o Novo Ensino Médio

 

Como é agora

Como será a partir de 2022

O regime de oferta de disciplinas é anual. Os alunos terão oferta de disciplinas semestralmente. Em vez de 1ª, 2ª e 3ª série do ensino médio, passará a ser 1º, 2º, 3º, 4º, 5º e 6º semestre do ensino médio.
Os estudantes cursam as disciplinas língua portuguesa, língua inglesa, arte, educação física, matemática, história, geografia, sociologia, filosofia, física, química e biologia. Estas disciplinas continuam sendo oferecidas no bloco denominado Formação Geral Básica, o que muda é a carga horária oferecida.
O currículo não é flexível. Os estudantes não podem escolher outra disciplina, além das oferecidas pela escola. Além das disciplinas de Formação Geral Básica, surgem os Itinerários Formativos onde os estudantes podem selecionar as disciplinas oferecidas pela escola de acordo com o que planejam para sua vida acadêmica ou profissional.
A escola não pode oferecer disciplinas, além das estipuladas pelo currículo. As escolas têm autonomia para decidir quais disciplinas desejam oferecer ao estudante, além das obrigatórias.
A carga horária é contabilizada em horas-aula. A carga horária é contabilizada em créditos. Um crédito equivale a uma aula semanal.
Não há a unidade curricular Projeto de Vida. A disciplina Projeto de Vida será ofertada em todos os semestres. O objetivo é ajudar a alinhar a expectativa do estudante à realidade da rede pública de ensino e orientá-lo.
O estudante não era protagonista do seu percurso formativo. O estudante tem autonomia para escolher, entre as disciplinas oferecidas pelo Itinerário Formativo, quais lhe interessam.

 

Itinerários formativos

 

Os itinerários formativos compreendem as unidades curriculares Projeto de Vida, Língua Espanhola, Eletivas Orientadas e a Trilha de Aprendizagem. De acordo com Érika, nos dois primeiros semestres, para que os estudantes possam se familiarizar com as diversas áreas do conhecimento, eles selecionam cinco disciplinas que não constam do bloco de Formação Básica. A partir do 3º semestre, os alunos definem uma Trilha de Aprendizagem em uma das áreas do conhecimento ou educação profissional e técnica.

 

Formando quem ensina

 

Desde 2019, os professores das 12 escolas-piloto têm participado de formação continuada. Neste ano, as formações são oferecidas aos professores de toda a rede. Cerca de 2,7 mil profissionais da educação vão concluir a formação em setembro. Enquanto outros professores participam de uma formação específica para atuar com o Projeto de Vida.

 

Érika esclarece que o Projeto de Vida é a espinha dorsal do Novo Ensino Médio. “Como agora o estudante é protagonista do seu percurso formativo é importante  que a gente promova um alinhamento de expectativas do que o estudante quer e almeja para seu futuro com o que a unidade escolar pode ofertar”, explica.

 

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