Governo do Distrito Federal
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24/06/20 às 11h45 - Atualizado em 26/06/20 às 12h47

Professores estão na linha de frente da inclusão dos estudantes na plataforma

No terceiro dia de aulas mediadas, depois das reuniões de acolhimento do início da semana, eles mapeiam e buscam quem ainda não entrou

 

João Alberto Ferreira, Ascom/SEEDF

 

As escolas da rede estão na linha de frente do trabalho para trazer os estudantes da rede pública para a as aulas mediadas plataforma Google Sala de Aula. Gestores e professores iniciaram esta semana em grandes reuniões com os pais, mães, responsáveis e com os próprios estudantes em um esforço de convencimento sobre as qualidades de estudar pela Internet enquanto as aulas presenciais, o modelo tradicional de ensino-aprendizagem, não puderem ser retomadas. Agora eles começam a mapear quem entrou ou não na plataforma, de forma a fazer mais um esforço de ingresso ou então ofertar as demais alternativas do Escola em Casa DF, programa feito pela Secretaria de Educação para o enfrentamento da pandemia.

 

“Há um evidente esforço dos estudantes. Eles estão fazendo os e-mails @estudante que os habilitam a participar do Escola em Casa DF e aceitando os convites automáticos enviados pelo Google Sala de Aula, mas como é a primeira vez, é natural que muitos tenham dificuldades e trazer estes em dificuldades é nosso objetivo mais importante”, informa Mônica Torreão, professora de História de 180 alunos de seis turmas do ensino médio da escola cívico-militar CED 3 de Sobradinho. Ela está mapeando quem não entrou para resolver o problema junto com a equipe diretiva. “O programa é inclusivo, nós professores estamos nos empenhando para ninguém ficar de fora”, completa. Ela calcula que a adesão está boa para este terceiro dia de acolhimento e informa que mais de 80% dos seus estudantes estão conectados à plataforma.

 

É a primeira vez, com algumas exceções, que gestores, professores, servidores, estudantes e familiares estão lidando com o sistema de aulas mediadas. Por isso os professores estão debruçados solucionando os problemas naturais apresentados pelos estudantes. Muitos deles entram na plataforma e partem diretamente para as atividades sem ler as instruções apresentadas pela plataforma, uma ansiedade natural que será resolvida com o uso da plataforma.

 

Tudo é simples e intuitivo, mas a comunidade escolar é grande, com números superlativos. Por isso, enquanto os professores e equipes diretivas atuam na ponta, diretamente no contato com os estudantes e seus familiares, o Escola em Casa DF oferece muitas frentes facilitadoras dos acessos. Supondo que cada um dos “habitantes” da rede pública faça parte de uma família com até quatro pessoas, chega-se a 2,3 milhões de “moradores”, colocando a comunidade escolar distrital entre cidades como Belo Horizonte, o 6º maior município do país, e Manaus, o 7º, com mais de 2 milhões de habitantes.

 

Plataforma é a forma mais completa de ensino mediado

 

Foto: Álvaro Henrique, Ascom/SEEDF

 

Na linha de frente, as escolas continuam trabalhando para levar todas as informações do ensino mediado por tecnologia aos estudantes e seus familiares, a fim de que todos estejam aptos a acompanhar os conteúdos. A diretora do Centro de Ensino Fundamental 306 Norte, Ana Paula Salim Bastos de Lima Santos, conta que a gestão da unidade realizou reunião com quase 200 famílias na segunda-feira, esclarecendo os benefícios do uso da plataforma.

 

“Tiramos dúvidas, repetimos tudo diversas vezes, sempre que preciso, para que todos fixassem bem as informações. Mostramos todo o funcionamento por meio de um aplicativo de celular. Um pai ajudou o outro, formando uma corrente emocionante, ficamos todos, nós e as famílias, muito animados”, conta Ana Paula.

 

Os familiares compreenderam que o ensino mediado é a alternativa para os estudantes conseguirem concluir o ano letivo 2020, até que as condições impostas pela pandemia permitam a retomada presencial, efetivamente reconhecidas pela Secretaria como a melhor forma para o aprendizado. O Escola em Casa DF oferece três opções de aulas mediadas – TV, Internet e material impresso, embora a plataforma seja o meio mais completo, porque proporciona mais opções de aulas, com vídeos, correção rápida de deveres e sobretudo interação virtual com os professores.

 

Muitos lugares para aprender acessar

 

Os estudantes que tiverem problema devem procurar primeiramente a unidade escolar onde estão matriculados. As escolas estão preparadas para auxiliá-los. Além disso, estão disponíveis no site da Casa as instruções para o primeiro acesso e geração do token, inclusive para o cadastramento de e-mail secundário e recuperação de senha.

 

Além desses caminhos, há outras possibilidades. As informações podem ser encontradas também no endereço que dá acesso direto à plataforma Google Sala de Aula. Se mesmo assim persistirem as dificuldades de acesso, os estudantes podem telefonar para a central 156, opção 2 ou para as regionais de ensino, que estão realizando atendimento por e-mail . Por fim, as dúvidas podem ser solucionadas com uma consulta à página do Escola em Casa DF, lançada pela Secretaria nesta segunda-feira.

 

Se é a sua primeira vez, venha conosco. Vale a pena

 

Para acessar pela primeira vez o Google Sala de Aula, basta acessar a plataforma. O estudante terá de criar um e-mail formado pelo primeiro nome + código de estudante + @estudante.se.df.gov.br. Não devem ser utilizadas letras maiúsculas, acentos gráficos ou caracteres especiais. Caso o nome seja composto, como José Alberto, por exemplo, deve ser utilizado apenas o primeiro nome, José.

 

O código do estudante, que tem entre 1 e 6 dígitos, pode ser encontrado no canto superior esquerdo do boletim escolar do ano anterior, onde está escrita a sigla “COD”. Caso o estudante tenha ingressado na rede em 2020, é necessário ligar para a Central 156, opção 2, e informar os dados pessoais para geração do código do estudante.

 

Assim que o e-mail for criado, será gerado um token de 1° acesso, que é um código habilitando o estudante para o primeiro acesso à plataforma. Após o primeiro acesso com o token, deverá ser criada uma nova senha, definitiva, que deverá ser guardada ou memorizada para as próximas vezes. É importante utilizar uma senha forte com pelo menos oito caracteres, letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais. Em seguida, já será possível ter acesso ao conteúdo disponibilizado pelos professores.