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26/05/23 às 8h55 - Atualizado em 26/05/23 às 9h03

Secretaria de Educação seleciona projetos contra violência de gênero

Cada escola pode inscrever um projeto, em andamento ou já realizado, até 5 de junho

Jacqueline Pontevedra, Eape/SEEDF

 

Para incentivar, valorizar e dar visibilidade às práticas educativas que contribuem para a prevenção, o enfrentamento e o combate a violência contra meninas e mulheres, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, por meio da Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), lançou o edital de processo seletivo interno para escolher práticas exitosas que abordam a temática nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal.

 

As inscrições devem ser feitas via Sistema Eletrônico de Informações (SEI) a partir desta sexta-feira (26/5) até 5 de junho. As orientações quanto ao formulário de inscrição também estão disponíveis no link do mesmo edital. Cada escola pode inscrever um projeto e devem participar profissionais da educação – servidores da carreira magistério, da carreira assistência, efetivos ou de contratação temporária. O trabalho pode estar em andamento ou já ter sido realizado.

 

“Os profissionais que tiverem trabalhos selecionados poderão participar de uma formação (como convidados) para apresentar os trabalhos realizados nas escolas e poderão publicar os projetos na Revista Com Censo. Dessa forma, fortalecemos a Política de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres, pois ocorrerá o fomento de novas práticas pedagógicas sobre o tema”, destacou a Subsecretária de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, Maria das Graças de Paula Machado.

 

Para o diretor da Gerência de Pesquisa, Avaliação e Formação Continuada dos Cursos de Gestão Escolar, Carreira Assistência, Orientação Educacional e Eixos Transversais (GOET), Wagner Lemos, combater o ciclo da violência contra a mulher vai além da penalização criminal. “Trabalhar o tema nas escolas, durante toda a educação básica, é um dos fatores cruciais no enfrentamento a esse tipo de crime. Para que essas lições sejam ensinadas aos estudantes, é necessário que os profissionais da educação participem das formações específicas sobre a temática para conhecerem e trabalharem com as legislações existentes”, explicou Wagner.

 

Alunos encenam histórias cotidianas e reais de mulheres e famílias que passaram por algum tipo de violência em um dos projetos da rede pública que abordam o tema | Foto: Álvaro Henrique, Ascom/SEEDF

 

Avaliação

 

Para avaliar os trabalhos inscritos, a comissão responsável pela avaliação, composta por gestores da Eape, vai considerar os seguintes critérios: replicabilidade, sustentabilidade, inovação/originalidade e resultados. Na primeira fase, haverá a leitura e análise dos projetos inscritos pela comissão, e a divulgação dos trabalhos selecionados para a segunda fase deve ocorrer em 9 de junho. O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado em 19 de junho.

 

O professor de artes do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, Marcelo D’Lucas, reconhece a importância do edital proposto pela Eape. “O documento torna-se fundamental para que outros professores possam trabalhar a temática violência de gênero na sala de aula ou elaborem novas alternativas ou projetos que promovam um espaço de reflexão dentro da escola. Dessa forma, os estudantes poderão compreender como o machismo estrutural é nocivo para a sociedade”, enfatizou o educador que já teve um projeto premiado.

 

Em 2022, o espetáculo de teatro Fórum Retratos do Cotidiano foi o primeiro colocado na 3ª edição do Concurso de Seleção de Práticas Inovadoras do programa “Maria da Penha vai à Escola”, realizado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

 

Nova formação

 

Neste ano, para orientar os projetos novos voltados ao enfretamento da violência de gênero e reorientar os trabalhos já existentes, uma ação formativa foi elaborada pela equipe que atua na GOET. Para estudar a temática, no segundo semestre, os profissionais da educação poderão participar do percurso formativo ‘Trabalhando a valorização de meninas e mulheres para o enfrentamento das violências’. Neste semestre, essa ação formativa também ocorre por meio de atividades pedagógicas que integram o projeto “Eape vai à Escola”(EVAE).

 

“O curso possui 90 horas-aula e aborda análises quanto às perspectivas de raça, classe, orientação sexual, etnia e outras identidades sociais nas questões de gênero. Ele busca compreender a forma como mulheres e homens são socializados durante a construção social, além de buscar também entender as desigualdades e as diferenças naturalizadas pela sociedade entre meninas e meninos, como estimular a promoção do respeito, da tolerância e da equidade entre meninas e meninos, e por fim desenvolver ações voltadas ao enfrentamento de todos os tipos de violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar”, explicou a coordenadora dos eixos transversais, Angélica Lima.

 

O diretor da GOET, Wagner Lemos, e a coordenadora dos Eixos Transversais, Angélica Lima | Foto: Daniel Fama, GITEAD/Eape

 

Podcast informativo Eape

 

Até o dia 5 de junho, profissionais da educação podem se inscrever para concorrer ao edital de processo seletivo interno de Práticas Exitosas no Âmbito da Política de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres. Esse foi o tema desta edição do podcast Informativo Eape. Esse trabalho apresenta reportagens de até cinco minutos que são compartilhadas nas principais plataformas de streaming, pelo WhatsApp e ficam disponíveis aqui também. Para ouvir o áudio, é só dar o play no link abaixo:

 

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