Governo do Distrito Federal
25/03/22 às 17h25 - Atualizado em 6/10/22 às 18h47

Secretarias acertam últimos detalhes do plano

Reforço no policiamento, saúde mental, esporte e apoio de conselheiros tutelares virão junto com ações pedagógicas

Tainá Morais, Ascom/SEEDF

 

Secretários e PM formulam plano multisetorial contra a violência nas escolas – Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF

 

Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (25), as secretarias de Educação, Saúde, Justiça e Cidadania, Segurança Pública e Juventude acertaram os últimos detalhes do Plano de Urgência pela Paz nas Escolas, a ser anunciado na segunda-feira. O objetivo do plano é encerrar as brigas entre estudantes da rede pública, como as ocorridas nos últimos dias.

 

 


Precisamos dessa integração para mostrar para a sociedade que o poder público vai responder à altura. O trabalho conjunto será fundamental para diminuir o índice de violência que estamos tendo nas escolas

O encontro aconteceu no auditório da Secretaria de Educação e contou com a presença dos secretários Manoel Pafiadache (Saúde), Marcela Passamani (Justiça), Júlio Danilo (Segurança Pública) e Giselle Ferreira (Esportes), além da anfitriã, Hélvia Paranaguá, que estava acompanhada dos 14 coordenadores regionais de ensino e da equipe técnica da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb). A Secretaria de Juventude enviou um representante. O comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Márcio Vasconcelos, também compareceu.

 

Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a união das secretarias será de extrema importância para o projeto. “Precisamos dessa integração para mostrar para a sociedade que o poder público vai responder à altura. O trabalho conjunto será fundamental para diminuir o índice de violência que estamos tendo nas escolas.

 

Como primeira medida, foram levantadas quais escolas da rede pública tem potencial de violência entre os estudantes. Esse mapa foi formado a partir da indicação dos próprios diretores escolares. Ao todo, foram listadas 125 escolas em todas as regiões do DF. Estas receberão especial atenção e ação integrada: haverá intervenção pedagógica, de segurança, de saúde mental, de esporte, lazer e de amparo legal.

 

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSPDF), Júlio Danilo, propôs uma roda de conversa entre a SSP e os coordenadores regionais, onde irão debater o comportamento dos estudantes. “Isso pode nos ajudar a identificar quem está praticando crime e tirar de circulação. Para toda ação, há uma reação e consequência. Temos, então, que dar uma apertada quando há uma evolução, assim como está acontecendo”, explica.

 

Pandemia

 

Os secretários de Saúde, Manoel Pafiadache, e a de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, acreditam que os alunos e também professores possam estar apresentando “sequelas” após um confinamento de quase dois anos por causa da pandemia.

 

Podemos até ter uma guarnição na porta das escolas, mas isso não quer dizer que não vai acontecer qualquer tipo de violência. Para que esse índice diminua, é necessário que os professores trabalhem a mente, não só das crianças, mas também deles mesmos, até porque são a linha de frente da educação”, falou Pafiadache.

 

“Está claro e notório, nesse caminho de volta [a normalidade depois da pandemia], que tivemos violação de direitos, com inúmeros registros de violência doméstica, abusos, feminicídios, entre outros. Portanto, a saúde mental é uma das pautas que temos trabalhado cada vez mais e assim daremos continuidade”, explica a secretária de Justiça, Marcela Passamani. Os conselheiros tutelares e psicólogos da secretaria darão suporte no plano.

 

Esporte no combate à violência

 

A prática esportiva é usada como meio de educação integral de crianças e jovens. Além disso, ela serve como instrumento de socialização, incentivo à cidadania e combate às desigualdades sociais.

 

Pensando nisso, a sugestão da secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, é de poder realizar um projeto para que os alunos utilizem mais as vilas Olímpicas e as Paralímpicas. “Quanto mais esses alunos praticarem esporte, atividade física, estaremos trabalhando a saúde mental deles. Além disso, estaremos ajudando a segurança pública ocupando essas crianças e adolescentes com o esporte e lazer”, afirma.

 

A ideia é ampliar a oportunidade para os professores da rede pública. “Unir educação e esporte para que nossos docentes possam também espairecer, trabalhar a saúde mental e utilizar nosso espaço que é totalmente gratuito”, indicou a secretária.

 

 

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